18.6.18

A DIFICULDADE EM MANTER O FOCO







Antes de tudo mais queria desejar-vos uma semana feliz. Já percebemos que o calor veio à séria e parece que agora não nos podemos queixar. Está um tempo estranho, um calor muito forte mas o sol parece meio tímido, só sou eu a achar que vem aí trovoada?
Só sei que para secar roupa está um espectáculo, enquanto aguardo para que a quarta máquina de hoje termine aproveito para vos escrever umas palavras.

Ontem foi finalmente a minha estreia na praia neste ano de 2018. Que emoção! ahahah! Sim, uma emoção já que se há quem adore praia sou eu e estava a ver que este ano chegava a Agosto ainda uma verdadeira lula.
Proteção 50+ no corpo e rosto mas a verdade é que já se tornou um ritual no primeiro dia ser brindada com um pequeno escaldão. Aplicar muito creme hidratante e proteger-me (mais) do sol nos próximos dias.





Não foi o fim de semana mais calmo deste mundo, já sabia que ia ser a correr pois tinha alguns aniversários entre outros compromissos mas ter terminado com um fantástico dia de praia soube-me pela vida.
Foi um fim de semana cheio de pecados no que diz respeito à alimentação, à dieta e ao foco.
Eu conheço-me, conheço o meu corpo e sei bem quando as coisas começam a ficar de novo mais complicadas. Quando começo a perder o foco, quando hoje como algo que não devo e amanhã volto a repetir o mesmo erro. Sem palavras pensadas nem grandes floreados a verdade é que me sinto a andar para trás. O que mais me irrita? Me chateia? Me entristece? É que eu estava numa fase em que consegui voltar a olhar-me durante mais de 5minutos ao espelho, estava a começar a gostar do que via, das diferenças já tão significativas, resultado de muito esforço e empenho. Quando saí da ultima consulta onde, depois de me pesar, percebemos que tinha conseguido perder 4kg, eu ouvi algo que já sabia, que manter é muito mais difícil que perder. E é. Tão mas tão mais. A verdade é que quando saí dali quis celebrar comigo mesma esse passo grande e dei por mim num dia a comemorar com pão ao pequeno almoço, depois noutro dia com um gelado, um copo de vinho e por aí adiante...

As duas últimas semanas foram complicadas no que toca ao foro psicológico, questões minhas e da minha cabeça que me ajudaram a perder o foco. Depois o facto de ter tido uma agenda social cheia de almoços, jantares e festinhas também não ajudou, como é óbvio. Eu já estava numa fase em que conseguia, quase sempre, olhar para a comida (principalmente para o que nos faz mal) e ignorar mas agora tornou-se tudo muito difícil de novo. Voltei a ter muita fome. A sentir vontade de comer doces. Tudo aquilo que sei que não posso, que não devo. E não, não estamos a falar de uma questão pontual porque eu nunca quis assumir uma posição de extremos, por exemplo, num dia de festa eu permitia-me comer uma fatia de bolo ou algo semelhante mas sabia que no dia seguinte voltava ao foco. Agora não tem sido assim ... muito pelo contrário. Não vos sei dizer se perdi força de vontade, se me cansei, não sei, não sei mesmo. Acima de tudo sinto-me frustrada comigo mesma.
Ontem, naquele que foi o meu primeiro dia de praia, não posso dizer que me tenha sentido confortável comigo mesma. Há duas semanas atrás sim, gostava do que via, sentia a minha barriga mais bonita, mais lisa, mais firme, agora não. 

Amanhã é dia de consulta, voltarei a subir à balança e sei, quase de certeza, aquilo que ela me vai dizer porque lá está, eu conheço o meu corpo. Sei quando muda. Acima de tudo amanhã irei precisar de contar tudo isto ao médico na esperança que ele me passe algumas dicas de como ultrapassar esta fase menos boa e me dê aquele apoio e força que tanto preciso para regressar ao foco.
Não quero nem posso desistir. Tal como já partilhei, prometi isto a mim mesma, não é nenhuma obsessão, de todo, é sim uma questão de me sentir confortável comigo mesma, com o meu corpo, com a minha imagem porque isso acaba por afectar tudo o resto, até mesmo a relação que tenho com quem está à minha volta, a minha confiança, a minha auto-estima. Volto a dizer que faço isto por mim mesma. Sempre.

E, ao contrário do que algumas pessoas querem fazer querer em algumas mensagens que me enviam, partilhar estas inseguranças ou estes dias menos bons com vocês não faz de mim uma pessoa frágil ou problemática. Sei que, durante muitas destas minhas partilhas e deste meu testemunho, já consegui ajudar algumas pessoas. Pessoas que não iam ao ginásio há anos e que hoje me enviam fotos a treinar, logo pela manhã, pessoas que perderam a sua auto-estima, seja porque motivo for, e que estão neste momento a lutar para a recuperar. Tudo isso é fantástico e faz de mim uma pessoa mais feliz. Porque eu sou das que acredita que este é o lado mais bonito que as redes sociais podem ter, esta ajuda e esta força que damos umas às outras mesmo sem nos conhecer.
Não podia por isso terminar este texto sem vos dizer OBRIGADA
Pelo carinho, pela forca, pelas palavras que tanta vez me chegam no momento certo e que me fazem acreditar que é possível ser feliz.
Estamos juntas. Sempre. 

Com amor, 
Mia 



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Baci
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