7.4.18

UM ANO DE UMA SAUDADE IMENSA


Faz hoje um ano que vi pela última vez o meu Pai. A pessoa que tanto me ensinou e que me ajudou a ser aquilo que sou hoje. Um ano que parece ter sido ontem. Um ano de uma saudade que não se explica, que poucos entendem e valorizam e que, a mim, ainda me magoa muito. 
Nunca vou esquecer o dia em que registei esta fotografia, onde o meu Pai fez questão que eu o acompanhasse junto da minha Mãe e do meu marido, para escolhermos um Panamá. Lembro-me de o olhar e pensar: “caramba, que bonito é o meu Pai!”. Sempre fui uma filha orgulhosa do Pai que tive e sempre achei que tinha uma elegância e uma classe que eu tanto admirava.
Pai, as saudades são muitas. De muitas coisas, de muitos momentos, dos sorrisos, até das chamadas de atenção, de ouvir chamar-me Maria André, como mais ninguém fazia.
Sei que está a olhar por nós e quero muito acreditar que um dia o meu coração vai voltar a sentir paz.
Hoje, um ano depois de nos termos despedido, estivemos todos juntos. Todos. Como sei que gostaria que assim fosse. Temos uma sorte imensa em ter a nosso lado a nossa tão querida Mãe Luísa Relógio que tem sido a maior guerreira nesta luta. A promessa que lhe fizemos em vida, eu e as minhas irmãs, iremos cumprir para o resto das nossas vidas.


O que mais desejava no dia de hoje e, em todos os dias deste último ano, era receber um beijo seu e um daqueles abraços que só um Pai sabe dar.
Vou amar-lhe o resto da minha vida e recordar tudo o que de bom vivemos em família.
Que esteja em paz juntos dos seus pais, meus queridos avós.
Receba o meu beijo, saiba que nos faz muita falta e continue a olhar por nós.
Com amor da sua,
Maria André 

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