2.10.17

sobreviver


Este post deveria ter saído na sexta passada. Uma espécie de "eu sobrevivi a uma semana de loucos". Mas a verdade é que cheguei tão tarde a casa e principalmente tão cansada psicologicamente que já não tive coragem de ligar o computador. Tinha a cabeça com demasiados pensamentos, muito carregada e com algumas dúvidas. Proibi-me a mim mesma de ligar qualquer ferramenta de trabalho durante o fim‑de‑semana, tentei consumir o mínimo possível de redes sociais. A verdade é que às vezes, as pessoas cansam-me, o egoísmo das pessoas, o só serem capazes de olhar para o seu próprio umbigo e nunca se tentarem colocar no lugar do outro. Talvez porque isso lhes fosse custar, talvez as obrigasse a olhar o mundo de uma outra forma e percebessem então que, por vezes, a vida tem outras tantas cores sem ser a cor de rosa.

Durante esta semana, tive muitos momentos em que tive de lidar e controlar a minha ansiedade. Foi uma semana com muitos compromissos do blog, uma semana com algumas desilusões profissionais, onde, mais uma vez, percebi que as pessoas têm pouco profissionalismo em muita coisa que fazem. Sempre que me sinto a cair ou a desistir tento pensar nos meus. Tento pensar no porquê de eu ter escolhido este caminho. Há dias em que não tenho dúvidas mas há outros tantos em que só acho tudo isto uma perda de tempo e que melhor seria, definitivamente, mudar a rota deste meu GPS.
Foi uma semana onde andei, literalmente, a correr de um lado para o outro. Num stress enorme para não faltar a compromissos e para que tudo corresse bem. Percebi que a minha ansiedade continua difícil de gerir nestas alturas e que isso prejudica, e muito, o meu desempenho. 

Sei que aproveitei uma parte do fim‑de‑semana para reflectir sobre a urgência que algumas coisas querem ter nos meus dias, tentei perceber quais são as minhas prioridades e se fará sentido tudo isto quando às vezes as pessoas dão tão pouco valor a este esforço de estar presente em todo o lado. Tentar dizer mais vezes não sem pesos de consciência é uma luta para mim.

Hoje começa mais uma semana e hoje o meu Pai faz anos. Esteja onde estiver, este será sempre o dia do seu aniversário e hoje, pela primeira vez em 36 anos, eu não vou poder dar-lhe o meu abraço. 
No meio de toda esta coisa que é aceitar uma vida sem a sua presença, a parte mais dura é seguir em frente, continuar com a vida. Levantar todos os dias e encarar um mundo onde eu não me sinto completa. Fingir que sou forte quando só me apetece estar no meu canto, sem que ninguém me veja nem sinta a tristeza em que vivo. Perceber que há uma luz que não brilha mais. Tudo isto é tão mas tão mais difícil do que alguma vez imaginei. 

Hoje vou passar o dia a contar as horas e os minutos para que eu possa receber o colo dos meus. Das minhas irmãs, dos meus cunhados, do meu marido, da minha querida Mãe, que tanto amo. Juntos, vamos continuar a celebrar este dia que será sempre o dia de aniversário do meu Pai. 














LOOK: Zara | Ténis: All Star | Carteira: Prada 


7 comentários:

  1. "...a minha ansiedade continua difícil de gerir nestas alturas e que isso prejudica, e muito, o meu desempenho." Como a compreendo, identifico-me tanto!

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  2. Cada vez me identifico mais com a Mia.. E agora ainda mais porque também sei o que é crescer(foi muito complicado para mim perceber porque é que os outros meninos davam prendas ao pai e eu não... Por exemplo)sem pai... Passei pela fase "critica" em que não fui uma das melhores filhas... Mas tive e tenho a MELHOR Mãe...Mia deixe passar o tempo e agradeça todos os dias por todos os momentos com o seu pai... E acredite... A luz continua acessa... Só que invisível... 😉. Beijinhos e obrigada pela sua partilha.

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  3. Oh Mia... Quando me sinto assim, o melhor é mesmo "abrandar" e parar para pensar no que realmente queremos... "Esta" vida é muito desgastante, apesar de parecer um mar de rosas e de toda a gente querer ser blogger.
    Eu tenho uma profissão e um blog, meramente por diversão, mas já senti esse cansaço que falas, imensas vezes e, não é aconselhável sentir-se por muito tempo. Faz mal, causa-nos ansiedade e é extremamente difícil sair dela, se não pararmos por uns tempos... Pelo menos comigo foi assim. Ás vezes é assim... estamos mais em baixo e só nos apetece o miminho dos nossos e ficar no nosso canto. Isso não é um problema. É só o que queremos e o que nos faz bem. Por isso, força! Descansa e trata de ti!

    Uma beijoca***
    visita e segue: momentomaravilha.blogspot.pt

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  4. Acredita, ele continua contigo. Só não fisicamente.
    E, sim, deves colocar- te em primeiro lugar na tua vida: isso implica dizer não mais vezes..

    Com carinho,

    anaritaferreira83.blogspot.pt

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  5. Bom dia querida Mia, antes de mais quero elogiar o look. Está linda!
    Idenfiquei-me muito bem neste texto, sofro de ansiedade e saber controlar a ansiedade é um exercício mental bastante complicado. Confesso que desta vez tive uma recaída e não estava a conseguir sozinha geri-la, só com a ajuda de uma muleta. Tentei fugir e ser eu a lutar por ela de todas as maneiras, fraquejei e espero voltar a ter forças para lutar sem muleta. A Mia vai conseguir ultrapassar esta fase difícil da vida. Força! Beijinho enorme

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  6. Olá Mia, como já tivemos oportunidade de "falar", tudo isso é normal e demora. A uns demora mais a outros menos, a uns no início a outros só passados 2 ou 3 anos, sabia...? Na verdade há dias que nos questionamos, e revoltamo-nos porque os outros nos faltam ao respeito principalmente profissionalmente falando. Também me revolto e me zango, mas infelizmente esta é a nossa selva, e temos de nos defender. Como diz a Francisca, às vezes precisamos da muleta, porque sozinhas já não conseguimos.
    Grande beijinho, Susana.

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Obrigada pela vossa visita,
Baci
<3