21.4.17

MERCANTINA CHIADO


A Mercantina não era novidade para mim mas, das várias vezes que visitei fui sempre à de Alvalade, confesso que tinha curiosidade em conhecer a do Chiado e, num dia cheio de sol, lá fui com a minha amiga Magda para um almoço maravilhoso!
O espaço é bastante amplo e giro, despretensioso. Óptimo para fazer um jantar com amigos.
Quanto à comida, é realmente muito boa. Neste almoço, onde aproveitamos para pôr a conversa em dia, optamos por começar com uma Focaccia de azeite e tomate semi-seco, que estava maravilhosa e depois, lá fui para a bela da pizza, como não gosto de queijo pedi para substituir por rúcula (fico sempre com a ideia de que é mais saudável, ahahah).








Arrotolata Speciale (a escolha da Magda)







Confesso que já estava para lá de cheia com tudo isto mas, como sou uma gulosa do pior, lá tive de me desgraçar mais um bocadinho com o tiramisú! Tão mas tão bom!
Saímos de lá completamente cheias e nesse dia, todas os nossos compromissos, foram feitos a pé para ver se queimávamos algumas calorias :)

O fim-de-semana está à porta e aqui fica uma boa sugestão.

Com amor, 
Mia 






20.4.17

GIVENCHY make up session


De certeza que já me ouviram dizer que, se eu ganhasse o Euromilhões, passariam a existir na minha vida, logo ao acordar em minha casa, um cabeleireiro e uma make up artist! Assim para eu poder andar sempre em bom :) Sei que nem todas as mulheres gostam de ir arranjar o cabelo ou de se maquilhar , a verdade é que eu sempre gostei, desde miúda. Por isso, foi com uma enorme alegria que recebi o convite da Givenchy para uma make up session

Todos os produtos são maravilhosos mas a grande estrela desta make up é o rouge interdit, o novo batom da marca francesa. Um batom que promete deixar a sua assinatura: o contorno dos lábios e uma mensagem: "i was here", assumindo uma mulher de carácter e estilo ousado. Disponível numa palete única de 24 cores profundas para um resultado incrivelmente luminoso.
Com uma cor altamente impactante, um acabamento acetinado, conforto absoluto e de longa duração (tal como eu adoro). A textura é cremosa e sedosa, e fica perfeito nos lábios. Dá aquela sensação de poder que tantas vezes precisamos sentir, aquele ar de que somos sexys e conseguimos alcançar tudo nesta vida :) 


























photos: Pedro Mateus

Gostei muito do resultado final! E vocês?

Com amor,
Mia 


19.4.17

esta coisa do "a vida continua" é uma valente merda.


Passou pouco mais de uma semana, a verdade é que eu continuo a sentir-me anestesiada. Como se estivesse à espera que alguém me venha acordar e dizer que tudo isto não passou de um sonho. Um sonho mau.

Uma semana depois, muitas são as pessoas que esperam que ja toda eu seja sorrisos e que cumpra toda uma agenda de compromissos, apresentações e eventos. Não consigo. Estou a tentar, no dia após o funeral do meu pai fui enfiar-me no escritório a trabalhar. Tinha passado o fim-de-semana todo num sofrimento e precisa respirar outro ar, ouvir outras conversas, tentar esquecer a realidade. Claro que correu mal, no dia seguinte ninguém me tirou de casa. Não queria ver ninguém (continuo a querer estar com muito pouca gente para ser sincera), não queria atender o telemóvel, não queria sorrir. Queria estar apenas ali, no meu canto, a tentar pensar em como mudou a minha vida, assim tão de repente. 
Nessa mesma semana, tive o meu primeiro compromisso do blog, um evento, onde é suposto ir-se gira, sorrir às pessoas e às fotografias, e eu fiz tudo. Se pensar bem, acho que não me portei mal e que fiz aquilo que me foi pedido. Uma grande amiga, que me conhece como poucos, escreveu-me a dizer apenas: "ai minha Mia, os teus olhos. Eles não mentem". Claro que não. Os meus olhos mostram toda esta tristeza que eu estou a sentir.
Cheguei a casa e chorei imenso, só eu sei o que me custou, aquela coisa de ter de dizer às pessoas que "vou indo" e que agora "é esperar que o tempo ajuda". O tempo não ajuda nada. Neste caso, só dificulta. A saudade aumenta cada vez mais, bem como a certeza de que nunca mais vou ouvir o meu Pai chamar-me "Maria André". 

As pessoas lidam todas de forma diferente com a dor, há quem evite falar e expressar os sentimentos de forma a fugir a essa realidade. Eu preciso de "deitar tudo cá para fora". Caramba, tenho 36 anos, no dia em que os completei tinha o meu pai numa cama de hospital. Não nos sentámos à mesa, todos juntos, como sempre aconteceu, não tive um bolo, não cantámos os parabéns, e no entanto ele ainda cá estava e só isso me fez feliz. Com esta idade, dou-me ao direito de dizer que estou triste, na merda mesmo, que na maior parte dos dias, vejo-me num desespero enorme para sair da cama, que dou por mim a chorar quando vejo o nome dele no ecrã do meu Tmv (ainda não consegui alterar o nome de Pai para Mãe e acho que sinceramente não o vou fazer). 
Toda a gente me diz que eu tenho de ser forte, por mim, pelas minhas irmãs, pela minha Mãe. A sério, e não me levem a mal, mas há mais de 10 meses, quando a vida de todos nós mudou, que me andam a pedir isso e eu não consigo arranjar mais forças. Há dias em que sou obrigada a isso, mas sinto-me no limite. Já falei aqui no direito que todos nós temos a sentirmos-nos tristes, pois deixem-me sentir esta tristeza, chorar quando sinto necessidade disso, escrever que sinto saudades dele. Ao longo da minha vida, algumas vezes percebi que me prejudiquei por expôr demais os meus sentimentos, mas a verdade é que eu sou mesmo assim, deste jeito. Tenho muita dificuldade em disfarçar as coisas, isto não quer dizer que ande para aí a contar as minhas desgraças a toda a gente mas se estou triste, estou triste, paciência, temos pena. Por isso permitam-me neste momento fazer o meu luto e soltar cá para fora a enorme revolta que sinto por ter perdido o maior pilar e referência que tinha na vida.

Todo este desabafo para vos dizer que eu estou a voltar, aos poucos, do jeito que eu sou capaz. Uns dias com sorrisos, outros com uns olhos mais pequeninos e com algumas lágrimas.Mas sempre grata por todo este carinho extraordinário que eu tenho recebido e que tão bem me tem feito. Partilhas de pessoas que passaram pelo mesmo que eu, que sentem a mesma dor, a mesma tristeza, a mesma saudade. Acreditem, é uma dor que só mesmo quem passa sabe o que significa.
Acredito que vou ser capaz de encontra a paz que preciso para continuar a viver os meus dias, junto dos meus, porque eu sempre fui uma pessoa positiva e, apesar de a vida me ter pregado tantas partidas no ultimo ano, eu sei que há algo muito bom ainda à minha espera. 

Com amor,
Mia